Reino Vegetal: Angiospermas (resumo)

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Assunto: Reino Vegetal
Tópicos: Angiospermas (resumo, características, exemplos, classificação, estrutura da flor, reprodução)

No resumo anterior, nós estuamos as Gimnospermas (clique aqui para ler o resumo anterior). Agora, nós vamos terminar o nosso estudo sobre o Reino Vegetal estudando as Angiospermas.

Angiospermas: o que são?


As angiospermas são plantas fanerógamas (com flores), vasculares (vasos mais especializados) e talófitas. São as plantas mais complexas e diversas do Reino Vegetal, já que possuem flores, sementes e frutos.   Existem em torno de 260 mil espécies no mundo e, no Brasil, quase 33 mil, ocupando os mais diversos ambientes. Elas têm extrema importância na produção de matéria orgânica, bem como na alimentação e nas indústrias farmacêutica, têxtil e madeireira. 

Classificação das Angiospermas


As plantas angiospermas podem ser classificadas em monocotiledôneasdicotiledôneas e eudicotiledôneas

Monocotiledôneas: as monocotiledôneas são aquelas plantas cujas sementes têm apenas um cotilédone (que é a primeira folha modificada do embrião). Essas plantas possuem raízes fasciculadas, o caule pode ser do tipo colmo ou estipe e as nervuras de suas folhas são paralelas (folhas paralelinérveas). As flores são trímeras, ou seja: as flores têm três peças florais (três pétalas e três sépalas, por exemplo), ou então pode ter um número de peças florais múltiplo de três. 
Exemplos de monocotiledôneas: milho, arroz, gengibre, palmeiras.

Dicotiledôneasas dicotiledôneas são plantas cujas sementes têm dois cotilédones (que estão associados com a nutrição do embrião). Essas plantas possuem raízes pivotantes, o caule pode ser do tipo tronco ou do tipo haste e as suas folhas são reticuladas (nervura das folhas em rede), ou então podem ter outros tipos de nervuras. Quanto ao número de peças florais (pétalas e sépalas), as flores podem ser dímeras (duas), tetrâmeras (quatro) ou pentâmeras (cinco). 
Exemplos de dicotiledôneas: louro, abacateiro, canela, magnólia.

Eudicotiledôneas: além de possuírem as características das dicotiledôneas, elas têm uma diferença fundamental (além de outras): a ocorrência de grãos de pólen tricolpados. Este tipo de grão possui três aberturas e isto aumenta a chance e velocidade de germinação do pólen assim que ele chega à flor. O pólen das plantas que não são eudicotiledôneas possuem apenas uma abertura e uma menor chance de contato com a flor. 
Exemplos de eudicotiledôneas: feijão, grão-de-bico, figueira, macieira, pitangueira, mamoeiro, jasmim, jacarandá, pimentão, girassol, dente-de-leão.

Estrutura da Flor


Já vimos que as angiospermas são plantas que, além de sementes e de frutos, também possuem flores. Agora nós vamos ver como é a estrutura de uma flor. 

angiospermas estrutura partes da flor


Pedúnculo ou pedicelo: haste que sustenta a flor;

Receptáculo: porção terminal dilatada do pedúnculo, que porta sépalas, pétalas, estames e carpelos;

Perianto: composto pelos apêndices externos da flor para proteção e/ou atração de polinizadores. Vistosos e coloridos, geralmente;

O perianto pode apresentar um único conjunto de peças modificadas, chamadas tépalas. Mas também pode estar diferenciado em dois conjuntos: o cálice e a corola.

Cálice: é o conjunto de apêndices mais externos denominados sépalas. Geralmente são verdes;

Corola: é o conjunto mais interno, composto por pétalas. Geralmente são coloridas e vistosas.

Androceu: contém os microsporângios;


Gineceu: contém os megasporângios;


O androceu é o conjunto de estames da flor. Cada estame possui um filete (haste) e na parte terminal uma antera. Cada antera porta microsporângios, que estão unidos por um tecido chamado conectivo. No interior de cada microsporângio são produzidos os esporos (micrósporos). Quando os grãos de pólen estão maduros, as anteras se abrem (o processo chama-se deiscência) e eles são liberados.


O gineceu é o conjunto de carpelos (ou pistilos). Carpelo é uma folha modificada que envolve e protege os megasporângios. O gineceu pode ter um (unicarpelar) ou vários carpelos (pluricarpelar). O carpelo possui:

Ovário: porção basal do carpelo, onde fica a placenta e o lóculo. No interior deste último surgem os óvulos (rudimentos seminais).

Estigma: porção que recebe os grãos de pólen;

Estilete: haste que suporta o estigma e conduz o tubo polínico que se forma quando o grão de pólen cai sobre o estigma;

Observação: uma flor pode ser perfeita quando possui androceu e gineceu. No entanto, um desses apêndices pode estar ausente. Quando a flor possui apenas gineceu, é chamada imperfeita pistilada, e quando possui apenas androceu, é chamada imperfeita estaminada.

Reprodução das Angiospermas


No interior dos microsporângios encontram-se as células-mãe de micrósporos (2n). O núcleo de cada micrósporo sofre mitose e forma um núcleo vegetativo e outro reprodutivo. Nesta fase, torna-se o grão de pólen (gametófito masculino).

No interior dos megasporângios (óvulos) encontra-se a célula-mãe de megáporo (2n). Ela sofre meiose e origina quatro células (n). Destas, três degeneram e apenas uma torna-se o megásporo funcional, que sofre mitoses originando oito núcleos (n):

três núcleos formam as antípodas, no polo oposto à abertura do óvulo (micrópila);
dois núcleos formam as sinérgides, próximas à micrópila;
dois ficam no centro do óvulo, e se chamam núcleos polares;
um núcleo forma a oosfera, que encontra-se entre as sinérgides.

- Quando os gametófitos encontram-se maduros, o processo reprodutivo depende de algumas etapas para obter êxito. A primeira é a polinização, que é o transporte do pólen até o estigma da flor. Pode ocorrer pelo vento ou por agentes como insetos, pássaros e outros animais.


- Quando o pólen chega ao estigma, inicia a formação do tubo polínico, que cresce em direção à micrópila do óvulo;


- O tubo polínico possui os núcleos vegetativo e reprodutivo. O primeiro orienta o crescimento do tubo e depois degenera; e o segundo se divide formando outros dois núcleos espermáticos;


- Quando inicia a fertilização, o núcleo vegetativo já foi degenerado e os espermáticos adentram o óvulo;


- Um núcleo (n) fertiliza a oosfera (n) e forma um zigoto. O segundo núcleo fusiona-se com os núcleos polares e forma o endosperma (3n). O endosperma será responsável por nutrir o embrião;


- O óvulo desenvolve-se e forma a semente e o ovário transforma-se no fruto que, quando disperso e em condições favoráveis permite o desenvolvimento do embrião e o surgimento de uma nova planta.


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